Racks Metálicos
Racks com Fundo em Chapa
Os racks com fundo em chapa são estruturas de alta resistência que utilizam uma base de aço sólida e contínua em vez de telas ou travessas.
Rack com fundo em chapa usa uma base de aço contínua no lugar de malha ou travessas. A superfície sólida sustenta carga de base irregular — sacaria, papelão, peça solta — sem deformação, retém resíduo e vazamento, e facilita a higienização.
Quando o fundo fechado é necessário
É necessário quando a carga não tem base rígida e afundaria entre travessas, quando há risco de gotejamento de óleo ou resíduo, e quando a limpeza precisa ser simples. Para peça grande e rígida, o fundo aramado costuma bastar — e pesa menos, o que reduz a tara no frete.
Chapa lisa, vincada ou perfurada
A chapa lisa é a mais fácil de limpar. A vincada ou corrugada resiste melhor à deformação sob carga concentrada. A perfurada é o meio-termo: drena líquido e permite passagem de água de sprinkler, mantendo boa parte da rigidez.
Os racks com fundo em chapa são estruturas de alta resistência que utilizam uma base de aço sólida e contínua em vez de telas ou travessas. Essa configuração é ideal para armazenar produtos com bases irregulares ou frágeis (como sacarias e papelão), pois oferece uma plataforma estável que evita deformações e danos. Além de reforçar a estrutura contra torções, a chapa atua como uma barreira de contenção contra vazamentos e facilita a higienização, tornando-se indispensável para indústrias metalmecânicas e setores que manipulam materiais granulados ou oleosos.
Dúvidas
Perguntas frequentes
A principal vantagem do rack com fundo em chapa em relação ao fundo aramado é a sua capacidade de suporte para cargas com bases irregulares ou pontiagudas, que poderiam deformar, enganchar ou atravessar os vãos de uma malha de aço. Enquanto o fundo aramado é ideal para itens volumosos e ventilados, a chapa de aço oferece uma superfície plana e contínua que distribui o peso de forma homogênea, sendo indispensável para o armazenamento de sacarias, caixas de papelão fino ou peças fundidas pequenas que exigem estabilidade total para evitar rasgos ou quedas. Além disso, o fundo sólido atua como uma barreira de contenção física, impedindo que resíduos, óleos ou pequenos componentes caiam nos níveis inferiores do estoque, o que preserva a integridade das mercadorias abaixo e facilita a manutenção da limpeza no armazém.
Para suportar cargas de 2 toneladas (2.000 kg) com segurança, a espessura de chapa ideal geralmente situa-se entre 2,65 mm (chapa 12) e 3,00 mm (chapa 11), dependendo da configuração das travessas de reforço sob a base. Embora uma chapa de 1,5 mm ou 2 mm possa parecer resistente, sob uma carga de duas toneladas ela sofreria o "efeito mola" ou deformação permanente (embarrigamento) se não estivesse apoiada em uma malha de vigas muito densa. Para essa tonelagem, a engenharia estrutural recomenda o uso de chapas vincadas ou corrugadas, que aumentam o momento de inércia da superfície, permitindo que a base suporte a compressão sem flambar. Em operações severas, como o armazenamento de blocos de metal ou matrizes de estampagem, a chapa de 3 mm é a escolha padrão, garantindo que o rack mantenha o prumo e a planicidade mesmo após anos de ciclos de carga e descarga.
O fundo do rack em chapa pode ser fabricado em ambas as versões, mas a escolha entre o modelo liso ou vincado (corrugado) depende da relação entre o peso da carga e o espaçamento dos reforços estruturais. A chapa vincada é tecnicamente superior para evitar deformações, pois os "vincos" ou dobras agem como nervuras que aumentam significativamente o momento de inércia da peça, permitindo que uma chapa mais fina suporte cargas maiores sem "embarrigar" (flambar). Já a chapa lisa é recomendada apenas para cargas leves ou quando o rack possui uma malha de travessas de apoio muito densa por baixo da superfície; sua principal vantagem é facilitar o deslizamento de caixas e a limpeza total da base. Em aplicações industriais pesadas, o uso da chapa vincada de 2 mm ou 3 mm é o padrão de engenharia, pois garante que a base permaneça plana mesmo após anos de ciclos de carga e descarga concentrada.
O fundo do rack fechado em chapa atua como uma barreira física de contenção primária, essencial para indústrias que manipulam peças usinadas, motores ou tambores que podem apresentar gotejamento de óleos, fluidos hidráulicos ou fluidos de corte. Diferente dos racks aramados, onde qualquer vazamento atingiria diretamente os produtos armazenados nos níveis inferiores e o piso do armazém — criando riscos de contaminação e queda —, a chapa de aço retém esses resíduos na própria unidade de carga. Para potencializar essa função, muitos modelos são fabricados com as bordas da chapa ligeiramente dobradas para cima (em formato de bandeja) e vedadas com solda contínua, permitindo que o rack funcione como um dique de contenção móvel. Isso não apenas preserva a limpeza e a segurança operacional (HSE), mas também facilita a recuperação de materiais valiosos e evita paradas frequentes para a limpeza pesada de corredores e docas.
O uso de racks com fundo em chapa em armazéns equipados com sprinklers é um tema crítico de conformidade com normas de segurança, como a NFPA 13 ou instruções técnicas do Corpo de Bombeiros. Como a chapa sólida cria uma barreira física horizontal "obstrutiva", ela impede que a água dos chuveiros automáticos penetre nos níveis inferiores da estante, o que pode permitir o desenvolvimento de um incêndio "escondido" sob a base metálica. Para que o uso seja permitido, as autoridades geralmente exigem a instalação de sprinklers in-rack (posicionados dentro de cada nível da estrutura) ou, alternativamente, o uso de chapas perfuradas com uma área de abertura mínima (geralmente acima de 50% ou 70%) que garanta a vazão da água. Ignorar essas especificações pode não apenas invalidar o seguro patrimonial, mas também colocar em risco a eficácia do sistema de combate a incêndio em grandes centros de distribuição.
Sim, a fabricação do fundo do rack em chapa perfurada é uma solução de engenharia altamente eficaz que combina a estabilidade de uma base sólida com os benefícios de uma estrutura aberta. Essa customização permite a circulação de ar constante, o que é vital em processos de secagem ou para produtos que emitem gases, e garante a drenagem imediata de líquidos em processos de lavagem industrial ou em áreas sujeitas a umidade. Além de reduzir o peso total (tara) do equipamento sem comprometer drasticamente a rigidez, a chapa perfurada é a alternativa ideal para atender às normas de segurança contra incêndio, pois os furos permitem a passagem da água dos sprinklers. A furação pode ser personalizada em padrões redondos, quadrados ou sextavados, ajustando-se à granulometria do item armazenado para evitar que peças pequenas caiam enquanto se mantém a funcionalidade de vazão.
O melhor método de fixação depende da prioridade da operação: a solda contínua é indispensável quando o rack precisa atuar como um estanque para contenção de líquidos ou quando a higiene é prioritária, pois elimina frestas onde sujeira e umidade poderiam se acumular e causar oxidação interna. Por outro lado, a solda intermitente (ou "solda por pontos/cordões") é a escolha padrão para a maioria das aplicações logísticas, pois oferece resistência mecânica suficiente para suportar o peso da carga e permite que a estrutura tenha uma leve flexibilidade, o que reduz as chances de trincas por fadiga térmica ou mecânica durante a movimentação. Além disso, a solda intermitente minimiza o empenamento da chapa causado pelo calor excessivo do processo de soldagem, garantindo que o fundo do rack permaneça plano e com um custo de produção mais competitivo.
Sim, o fundo em chapa aumenta a tara (peso próprio) do rack de forma considerável quando comparado aos modelos aramados ou de travessas simples, o que impacta diretamente o cálculo do frete e a carga útil do veículo transportador. Enquanto uma malha de aço de $5$ mm possui grandes vãos vazios, uma chapa de aço de 2 mm ou 3 mm de espessura cobre toda a área da base, adicionando entre 15 kg e 24 kg por metro quadrado à estrutura. Em uma carreta carregada com 30 ou 40 racks, esse peso acumulado pode representar mais de uma tonelada de "peso morto", reduzindo a quantidade de mercadoria líquida que pode ser transportada dentro do limite legal de balança. Por isso, a escolha pela chapa deve ser pautada pela real necessidade de estabilidade ou contenção, avaliando se o benefício operacional compensa o aumento no custo logístico de movimentação e combustível.
Para evitar o acúmulo de umidade e a oxidação galvânica entre a chapa e as travessas da base do rack, o segredo está no selamento e na ventilação estratégica durante a fabricação. A aplicação de um primer rico em zinco ou a galvanização a fogo de todo o conjunto após a soldagem é a solução mais eficaz, pois garante que o revestimento protetor penetre nas frestas onde a chapa e a viga se tocam. Caso o rack seja pintado, deve-se utilizar o selamento com massa de calafetação automotiva ou cordão de solda contínuo nas bordas para impedir a entrada de água por capilaridade. Além disso, a execução de pequenos furos de drenagem nos cantos da chapa e nas extremidades das travessas tubulares permite que a condensação interna evapore, evitando o apodrecimento do aço de dentro para fora, fenômeno conhecido como "corrosão em frestas" que compromete a integridade estrutural do rack a longo prazo.
A chapa de aço antiderrapante, popularmente conhecida como chapa xadrez, é recomendada principalmente para mercadorias que possuem alta instabilidade lateral ou que são transportadas em ambientes com inclinações e vibrações excessivas. Sua superfície com relevos em forma de "diamante" ou "gota" aumenta significativamente o coeficiente de atrito entre a base do rack e o produto, sendo ideal para maquinários pesados, motores, tambores metálicos e peças fundidas que, em chapas lisas, poderiam deslizar perigosamente durante as manobras da empilhadeira. Além da segurança da carga, esse acabamento é a escolha padrão quando o rack também serve como plataforma de trânsito para operadores, pois previne quedas e escorregões, especialmente em indústrias onde há presença de resíduos de óleo, graxa ou umidade no fundo da estrutura.
A espessura acompanha a carga e o modo como ela se distribui: carga concentrada em pontos exige mais que carga espalhada. Chapa fina com carga pontual deforma no centro e a deformação não volta. O dimensionamento correto depende do peso, da área de apoio e do número de ciclos, e é o tipo de conta que vale fazer antes de comprar.
O fundo sólido bloqueia a passagem da água para os níveis inferiores, o que pode conflitar com o projeto de incêndio. Em muitos casos a saída é usar chapa perfurada, que mantém a contenção e permite a drenagem. A palavra final é do Corpo de Bombeiros e depende do que está armazenado.
É. A chapa contínua aumenta a tara do equipamento, o que entra na conta do frete e reduz a carga líquida por viagem. Em operação com muitos retornos vazios, esse peso extra deve ser comparado ao ganho de contenção que ele oferece.
O ponto crítico é a junção entre chapa e travessas, onde a umidade fica retida e a corrosão começa por baixo, sem aparecer. Solda contínua nessa região e acabamento galvanizado reduzem muito o problema; solda intermitente com pintura é mais barata e exige inspeção mais frequente.
Vale quando há circulação de pessoa sobre o equipamento ou risco de a carga deslizar durante a movimentação. Para carga estável e manuseio só por empilhadeira, o relevo não acrescenta e dificulta um pouco a limpeza.
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